
A teoria foi levantada principalmente pelo astrofísico Avi Loeb, professor de Harvard e líder do Projeto Galileo, que pesquisa possíveis origens artificiais de objetos interestelares.
Loeb afirmou em setembro de 2025 que o comportamento e a trajetória do 3I/ATLAS poderiam ser incompatíveis com um cometa natural, sugerindo que ele poderia ser uma sonda interestelar enviada por uma civilização extraterrestre.
Entre os argumentos de Loeb:
A trajetória hiperbólica extremamente precisa, sem grandes desvios, seria “mais semelhante à de uma nave que usa propulsão controlada” do que a de um corpo rochoso irregular.
O fato de o periélio (ponto de maior aproximação do Sol) ocorrer em uma posição em que a Terra não consegue observá-lo diretamente, estaria “coincidentemente” dificultando estudos mais profundos.
A alta proporção de CO₂ em relação à água e o baixo brilho em comparação com outros cometas poderiam indicar uma superfície metálica ou composta de material artificial refletivo — algo que ele compara ao caso de ʻOumuamua em 2017.
Fontes: Harvard Galileo Project, IFL Science, The Debrief.
A NASA e astrônomos independentes foram rápidos em responder às alegações:
A agência afirmou, em nota oficial (setembro/2025), que não há nenhuma evidência científica de origem artificial.
Todos os dados observados até agora — emissão de gases, coma, cauda, composição química e brilho variável — são perfeitamente compatíveis com um cometa natural.
O Telescópio Espacial James Webb e o Hubble confirmaram que:
3I/ATLAS está liberando CO₂ e H₂O, o que só ocorre em corpos gelados aquecidos pela luz solar;
sua aparência e evolução são idênticas às de outros cometas naturais, apenas mais antigos e ricos em dióxido de carbono.
A NASA classificou as alegações de Loeb como “especulativas e sem base observacional”, reforçando que a ciência exige dados mensuráveis e não hipóteses filosóficas.
Fontes: NASA Science (set/2025), The Guardian, El Colombiano, ESA.