
A capa da edição The World Ahead 2026 reúne vários símbolos ligados aos acontecimentos que, segundo a publicação, devem marcar o ano. A principal mensagem é a de um mundo em forte transformação, com tensões políticas, guerras, crise econômica e avanço tecnológico.
A publicação coloca os Estados Unidos no centro das previsões. Donald Trump aparece como uma das figuras que continuariam influenciando diretamente a política internacional, o comércio e a diplomacia mundial. A The Economist também destaca que 2026 marca os 250 anos da independência dos Estados Unidos, em meio a uma forte divisão política entre republicanos e democratas.
A revista prevê uma reorganização da geopolítica mundial. Estados Unidos, China e Rússia continuariam disputando influência, mas sem uma divisão simples do mundo em dois blocos, como ocorreu durante a Guerra Fria. A tendência apontada é de um cenário mais imprevisível, com diferentes países buscando seus próprios interesses.
Entre os principais riscos estão a continuidade das guerras na Ucrânia, Sudão e Mianmar. A publicação também chama atenção para possíveis tensões no norte da Europa, no Mar do Sul da China, no Ártico, no espaço e no ambiente cibernético.
A previsão é de uma época em que a linha entre guerra e paz se torna cada vez mais difícil de definir.
Mesmo enfrentando problemas como crescimento mais lento e deflação, a China poderia ampliar sua influência global. A avaliação da revista é que uma política americana mais voltada para dentro poderia abrir espaços para Pequim avançar diplomaticamente e economicamente em outras regiões do planeta.
Outro grande alerta envolve as dívidas dos países ricos. A The Economist aponta para o risco de problemas nos mercados de títulos públicos e para um possível impacto negativo das disputas comerciais sobre o crescimento mundial.
A preocupação é que governos altamente endividados possam enfrentar uma crescente pressão financeira.
A inteligência artificial aparece como um dos grandes símbolos da capa e das previsões para 2026. Os investimentos gigantescos no setor poderiam impulsionar a economia, mas também existe a preocupação com uma possível bolha financeira ligada à IA.
A grande pergunta seria: a inteligência artificial vai provocar um boom econômico ou uma grande correção?
A publicação afirma que a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C estaria praticamente fora de alcance. Por outro lado, prevê avanço das tecnologias de energia limpa, especialmente em países em desenvolvimento. A energia geotérmica também é apontada como um setor que merece atenção.
A Copa do Mundo, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, também entra nas previsões. A revista observa que as tensões políticas e comerciais entre os três países poderiam influenciar o ambiente do torneio.
A expectativa é de medicamentos semelhantes ao Ozempic mais baratos e eficientes, incluindo versões em comprimidos. Isso poderia ampliar o acesso a tratamentos para perda de peso.
A previsão central da The Economist é que 2026 seria um ano de mudanças profundas na ordem mundial:
A capa, portanto, funciona como uma representação visual de um mundo que a revista considera estar entrando em uma nova fase histórica, marcada pela disputa por poder, tecnologia, dinheiro e influência global.